O homem que conversou com os espíritos

Editora EME      sexta-feira, 16 de março de 2018

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Os livros da codificação da doutrina espírita, de Allan Kardec, lançaram uma característica nova e inusitada na história da literatura.

Agentes antes inimagináveis participaram da sua elaboração: o autor tradicional, coordenador e responsável pela obra; os espíritos, almas dos homens que deixaram a vida terrena por imposição da morte do corpo material; e os médiuns, intermediários das comunicações inteligentes entre os espíritos e os homens.

Allan Kardec teve a ideia de publicar esse novo tipo de livro, com a participação espontânea dos três agentes, quando frequentava, por meses, as sessões espíritas realizadas na casa do senhor Baudin. Ali, os espíritos se manifestavam, servindo-se das médiuns Caroline e Julie, filhas do dono da casa, dando ensinamentos espirituais e morais e respondendo de forma sábia as perguntas que lhes eram formuladas.

Disso resultou a publicação de O livro dos espíritos, em 18 de abril de 1857, e o lançamento do espiritismo. Com isso, houve uma surpreendente revolução no saber humano, pelo conhecimento das realidades espirituais e morais reveladas.

Em toda a sua obra espírita, Allan Kardec jamais abandou essa parceria inusitada. Todos os seus livros publicados se caracterizam pela união dessas três forças, realizando um trabalho em conjunto grandioso.

Graças a este trabalho, surgiu a doutrina dos espíritos, alicerçada em apenas três elementos: Deus, o criador dos outros dois: espíritos e matéria elementar. Da trindade universal (Deus, espírito e matéria) decorre tudo o que existe no Universo.

Embora o enorme desenvolvimento que o espiritismo experimentou, em termos científico, filosófico e moral, essa parceria se fortaleceu e o fundamento básico ficou cada vez mais consolidado, graças ainda à publicação de O evangelho segundo o espiritismo, O livro dos médiuns, O céu e o inferno e A Gênese, além da Revista Espírita.

Essa notável obra de codificação exigiu de Allan Kardec esforços perseverantes, um trabalho consciencioso e árduo, dedicação incansável e atividades incessantes no desenvolvimento, na propagação e na defesa dos princípios doutrinários.

Com elevadas qualidades intelectuais e morais, abriu um campo imenso para as investigações e descobertas acerca de Deus, dos espíritos, de suas comunicações através dos médiuns e das relações existentes entre a vida espiritual e a vida material.

Allan Kardec, com seu bom senso e espírito empreendedor, com sua sabedoria, prudência e coragem, estabeleceu princípios sólidos e inabaláveis para o espiritismo, decorrentes de suas comunicações com os espíritos, através dos médiuns. Com isso, jogou por terra as provocações e agressões daqueles opositores que tentavam ridicularizar a doutrina e os espíritas com acusações falsas, calúnias e malevolências.

Assim, temos a nos orientar a maravilhosa doutrina espírita, que se fortalece com cada livro espírita elaborado e publicado, seja pelo esforço apenas do primeiro agente (o homem), seja pelo trabalho conjunto realizado pelos dois últimos agentes (espírito e médium), seja pela participação dos três agentes em conjunto.

Com os livros da codificação e com os livros que os complementam, temos a divulgação de toda uma nova ordem de coisas, com a união de forças livres trabalhando para o progresso espiritual e moral da Humanidade. Os espíritas estão arduamente trabalhando para equiparar o progresso moral ao progresso intelectual do homem, sem que descansem até que a tarefa incomensurável esteja concretizada.

E os livros espíritas, em geral, graças aos seus elaboradores e editores, continuam com o seu papel fundamental: orientar e nortear o trabalho gigantesco que Allan Kardec deu início e que não para de ser corajosamente executado em todo lugar, de forma discreta, pacífica e fraterna.

Como é recompensador ver os livros espíritas levando a mensagem consoladora e ganhando espaço na sociedade, graças à força surpreendente da tríplice aliança inaugurada por Allan Kardec; ver os agentes vinculados ao movimento espírita e ao livro espírita trabalharem persistente e incansavelmente na conquista do objetivo espiritual e moral que foi nitidamente estabelecido, desde a codificação da doutrina espírita.

 

Geziel Andrade é autor da Editora EME desde 1988. Tem importante atuação no movimento espírita, por meio de pesquisas, livros e palestras.

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